By Luciana Prado (
May 28, 2009 at 9:33 pm)
· Filed under Bastidores, Filosofando, books de adolescentes, ensaios, fotografia artística, fotógrafo profissional, retratos, sessão de fotos para adolescentes
Esta é uma sessão que eu espero que inspire muita gente! Poucas vezes as famílias se lembram de marcar uma sessão de fotos para seus filhos adolescentes. Depois de documentar a gravidez, o parto, o recém-nascido, o bebê e as várias fases da criança, chega o momento em que os filhos crescem e as fotos diminuem, no mesmo ritmo.
Eu também adoro fotografar os “crescidos”. Minha postura neste tipo de sessão é a mesma que eu tenho nas sessões infantis. Não, eu não falo do Barney e nem conto que o Cebolinha mora na minha lente, óbvio. Nessa idade, eles querem e merecem ser tratados não como crianças, mas como os jovens que são. O que eu quero dizer é que busco retratar a adolescência com a mesma verdade que eu fotografo a infância. E essa fase, com suas transformações, é rica em possibilidades dos mais variados retratos. Num momento, um sorriso de criança, no momento seguinte, o olhar sério de quem sabe mais do que parece. O tamanho já é quase o de um adulto, mas a postura, ah!, essa parece que grita: cresci da noite para o dia! E é tudo da noite para o dia mesmo, e é tudo noite e dia nessa idade, não tem meio termo. Por isso, é importante que se sintam à vontade durante a sessão, que nunca pode parecer “coisa chata que a minha mãe mandou”. Para não cair nessa armadilha tão comum nessa fase, eu sigo o estilo de quem fotografo, procuro conversar, conhecer e deixar as coisas acontecerem, sempre com o objetivo de que a sessão seja um momento gostoso e revelador. Os pais podem acompanhar a sessão à distância, mas é importante que deixem o espaço aberto para o filho se mostrar como é.
Quem me acompanha vai notar que esta sessão tem um estilo um pouco diferente, uma edição de cores e tons mais moderna e vibrante, assim como uma variedade maior de estilos. Essa edição combina com a visão que eu tenho dessa fase e esses elementos são apenas mais uma forma de traduzir todas essas transições, acompanhando o referencial visual desta idade, tão amplo e contemporâneo.
Eu já tenho em casa um projeto de adolescente. Caminhando para os onze anos, ela é uma promessa ambulante de tudo que eu falei até aqui. Só nos primeiros seis meses desse ano, já cresceu cinco centimetros, parece que a cada dia que olho pra ela vejo uma novidade. Passou poucos dias acampando com a escola e quando voltou, eu juro, achei que estava mais alta, com a voz diferente e com o rosto mais fino! Não vou perder a chance de documentar cada minuto deste processo, porque tenho certeza que, mais rápido do que um piscar de olhos, terei a meu lado uma moça, mesmo que seja pra sempre, é claro, a minha menina!
E é essa combinação adorável de menina e mulher que eu procurei mostrar nas fotos que vcs estão vendo aqui. Procuramos incorporar tudo que fazia parte da vida dela: o celular, o mp3 (como bem disse a mãe, “ela está sempre com esses fiozinhos pendurados”), a câmera, a cachorinha que adora um colo e desperta nela o olhar mais doce, a pose de revista, o tênis maior que o pé! Tenho certeza que estas fotos serão valorizadas para sempre, tanto quanto aquelas do bebê sorrindo sem dentes e da menininha aprendendo a andar. E quem disse que fotos como as que vcs verão a seguir tb não são de uma menininha aprendendo a andar?
Sem mais palavras, deixo vcs com a beleza da minha “modelo”, no auge dos seus 13 anos!


























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By Luciana Prado (
May 21, 2009 at 8:53 pm)
· Filed under Bastidores, Dicas de Fotografia, books, fotógrafa, fotografia artística, fotógrafo profissional, fotos em locação, locação, luz natural, retratos
Tínhamos pouco tempo para esta sessão. Ela não é de São Paulo e viajaria logo depois das fotos. Diante dessa limitação, decidimos fazer as fotos em uma pequena praça e nas ruas em seu entorno.
É como eu sempre digo: pra que estúdio, se eu posso fotografar em qualquer lugar, se o mundo inteiro é um grande e ilimitado estúdio, iluminado pela luz mais bonita de todas, que é a luz natural?
Um dos desafios mais gostosos de trabalhar em locação e chegar em locais muitas vezes desconhecidos, nem sempre perfeitos, e fazer funcionar. À primeira vista, alguns lugares não são o que chamaríamos de fotogênicos. Mas o olhar treinado é capaz de colocar em ordem os elementos, dando sentido à composição e criando um espaço que muitas vezes transcende a realidade, muito mais grandioso e significativo, e que existe apenas dentro desse retângulo bidimensional que é a fotografia.
Além do poder da composição, que organiza o que antes parecia não ter propósito, não podemos esquecer do papel fundamental da luz, que é como um véu, que mostra, esconde, grita e insinua de acordo com a vontade do fotógrafo. É ela que, em última instância, faz o desenho que a gente quiser da locação.
A seguir, algumas das minhas fotos favoritas do dia. Vale destacar a beleza e a simpatia da “modelo”, que se divertiu tanto quanto eu nesta sessão rápida, mas muito compensadora!
Aproveito para lembrar que fotografo gente de todas as idades! Clique aqui e marque sua sessão!











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By Luciana Prado (
May 15, 2009 at 4:39 pm)
· Filed under Bastidores, fotógrafa profissional, fotografia artística, fotos de família, retratos, sessão de fotos infantil, sessões fora de São Paulo
Adoro fazer sessões fora de São Paulo. A oportunidade de conhecer novos lugares é sempre muito estimulante. Esta sessão foi realizada num lindo dia de abril, num sítio que preserva a história de várias gerações da família. Assim que cheguei, eu me encantei com a minha pequena cliente: linda, com um olhar expressivo, do tipo que atravessa a lente da câmera e transmite verdade, força e personalidade. Os pais nos receberam com muita simpatia e contaram um pouco da história da família e da região. Fiquei entusiasmada quando percebi que muitos detalhes do passado foram preservados, podendo ser incorporados às fotos e trazendo muito significado.
O sítio é cheio de lugares mágicos, uma festa de cores, texturas e paisagens. Fiquei encantada com o feno, as nuances de cor e sua textura contrastando com a suavidade da pele da pequena. Tivemos oportunidade de fazer uma variedade enorme de fotos, e ela adorou cada minuto, porque o tempo todo deixei que ela dominasse o espaço e a situação e apenas registrei a beleza que me cercava. É sempre assim que procuro me colocar nas sessões: sem planos nem idéias preconcebidas, deixando que as fotos venham da entrega ao momento, uma reação intuitiva ao que me cerca. O fotógrafo Marc Riboud tem uma frase que eu gosto muito que diz: “Fotografar é saborear a vida intensamente, cada centésimo de segundo”. É isso que eu acredito e foi assim nesta sessão!






















E esta foto, uma das últimas que fiz da sessão e, que no momento exato que fiz, já sabia que seria minha preferida. No instante desta captura, imaginei a foto assim, colocada numa linda moldura na parede, um retrato atemporal que simboliza o encontro de gerações.

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By Luciana Prado (
April 24, 2009 at 3:16 pm)
· Filed under Dicas de Fotografia, desfoque, Dicas de Fotografia, fotografia profissional, fundo desfocado, lentes, photoshop, profundidade de campo, retratos
Muitos leitores aqui do blog me perguntam como são feitos os fundos desfocados das minhas fotos. Tem gente que acha que é tudo feito no photoshop. O programa realmente tem um filtro de desfoque, cujo resultado não chega aos pés do desfoque feito na câmera, além de dar muito mais trabalho e por isso não recomendo. Aliás, não uso o photoshop para esse tipo de ajuste: eu gosto mesmo é de fotografar, fazer a foto na hora, não coloco na edição nada que não tenha sido registrado no momento do click, não sou fã de muita manipulação digital. Tem gente que faz coisa muita legal, mas eu acho que vira uma outra categoria de imagem, uma forma de arte, também, sem dúvida, mas que não combina com a minha visão da fotografia e com o que eu quero expressar.
Eu uso o photoshop para ajustes de cor, brilho e contraste e as correções que faço são sutis, como atenuar uma olheira ou desaparecer com uma espinha enxerida que não tinha nada que aparecer na testa de alguém no dia da sessão de fotos, entre outras pequenas questões.
Mas voltando ao desfoque: em retratos, ele é fundamental. Ele dá profunididade à foto, separa a pessoa do fundo, dá destaque ao assunto e cria uma ilusão tridimensional. Além disso, o fundo fica estilizado, torna-se uma interpretação artística do real que valoriza muito as fotos. Alguns fundos, quando desfocados, assumem características que lembram uma pintura impressionista e não é à toa que esse é meu movimento favorito na pintura.
E qual é o segredo para desfocar o fundo? Essa é uma questão que qualquer bom livro de fotografia explica. Resumindo: três fatores propiciam esse desfoque: a abertura da lente (quanto mais aberta, menor a profundidade de campo, maior o desfoque), a distância focal da lente (as teles tem menor profundidade de campo e portanto são mais propícias ao desfoque) e a distância entre o modelo e o fundo (quanto mais longe o fundo estiver do modelo, maior o desfoque). Claro que é preciso muito treino, porque quando a zona de foco é estreita a exatidão do foco torna-se mais crítica, vc precisa focar perfeitamente no assunto, caso contrário ele vai ficar desfocado também, e o foco vai estar onde não interessa, como no botão da blusca ou na ponta do sapato!
Há poucos dias, estava fazendo o back-up de sessões recentes para o meu disco externo e encontrei as fotos que me deram a idéia para este post. Enquanto esperava a família, fiz algumas fotos da locação. Sempre gosto de chegar um pouco antes para observar a luz, fazer alguns testes, estudar as condições do local. Isso facilita muito para, na hora da sessão, ter a prontidão necessária para captar o momento certo, de que tanto falo em meus posts. Coloco a seguir as fotos que inspiraram este post e que mostram a diferença que faz o desfoque. Coloquei também duas fotos nesse exato local após a chegada da família. Mesmo já tendo blogado sobre esta sessão há algumas semanas, achei que seria interessante colocar algumas fotos novamente aqui neste post, para ilustrar melhor esta questão.




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