A ilustração aí de cima foi feita pela minha filha, Luísa. Ela adora desenhos em estilo mangá e caprichou na encomenda que eu fiz aqui para o blog! Até o meu logo ganhou tema de Natal, embrulhado pra presente! Essa toda feliz aí embaixo, sou eu, segurando uma foto do Papai Noel. Adoro Natal e este ano vou dar um presente a um dos leitores aqui do blog, escolhido por concurso! O vencedor ganhará uma sessão de fotos e um fotolivro pequeno de 20 páginas.
Regras do Concurso:
Ao contrário do concurso anterior, este é aberto para todo mundo. Não tem restrição de idade, gênero ou profissão. Portanto, é aberto inclusive para os colegas fotógrafos ou aspirantes. No último concurso, várias pessoas me escreveram reclamando por terem sido excluídas, rs, então desta vez, todos serão bem-vindos a participar, afinal é Natal… Quem participou do concurso passado também pode participar novamente, mas claro, as ganhadoras ficam de fora.
A sessão será para uma pessoa sozinha ou para um grupo familiar de no máximo quatro pessoas. O resultado do concurso será publicado no dia 20 de dezembro e a sessão será marcada para o início de 2010, de acordo com a minha disponibilidade assim como a do vencedor. A sessão será realizada na cidade de São Paulo.
Para participar, envie um texto respondendo a seguinte pergunta: “Por que eu quero ganhar uma sessão de fotos neste Natal?”
Mande junto com a inscrição uma foto do participante (ou dos participantes, se for um grupo familiar), além do nome completo e endereço. As inscrições devem ser feitas até o dia 18 de dezembro. Participe!
E quem quiser divulgar o concurso entre os amigos ou em seu blog, fique à vontade.
Tenho recebido algumas consultas sobre fazer sessões no Rio de Janeiro. Não tenho nada marcado ainda, mas de acordo com o interesse posso programar alguma coisa para o início de 2010. Portanto, se vc está no Rio de Janeiro e gostaria de fazer uma sessão comigo em sua cidade, pode manifestar seu interesse, sem compromisso, clicando aqui. Oportunamente enviarei mais detalhes aos interessados.
Quem quiser presentar alguém no Natal com um “vale sessão de fotos” (a ser realizada em 2010), entre em contato comigo.
Agora vou sair e comemorar, porque hoje é meu aniversário!
Há quatro anos, quando coloquei no ar a primeira versão do meu site de fotografia, escolhi “True Colors” para ser o fundo musical. Desde então, já atualizei o site várias vezes, mudei o design, acrescentei fotos e textos, mas a música permaneceu.
Ela resume exatamente o que eu busco: fazer brilhar as verdadeiras cores de cada um que passa pela lente da minha câmera.
Quando comecei a editar as fotos desta sessão, sem perceber estava cantarolando True Colors, e foi assim que escolhi a música deste slide-show.
Quem acompanha meu trabalho sabe que embora a cor seja um elemento forte do meu estilo, eu também adoro e sempre faço fotos em preto e branco. Mas nesta sessão, eu vi colorido. Todas as fotos trasbordavam cor. Vez ou outra, eu fazia uma conversão para o pb, mas sempre a cor vencia e quando terminei, vi que pela primeira vez fiz uma sessão inteiramente em cores. E da mesma forma que as fotos determinaram o colorido, foi esta pequena que determinou o que seria a sessão. Pois esse é o segredo para as fotos espontâneas que todo mundo quer: saber olhar.
Mas não se enganem, para se entregar ao espontâneo, é preciso planejar. Sempre digo que a sessão não pode começar sem duas coisas: atenção e intenção. Quando chego à locação, sempre antes que o cliente, observo a luz, exploro cada canto do lugar, descubro a paleta de cores disponíveis e os elementos visuais que posso usar nas fotos. Quando quem será fotografado chega, eu observo o jeito, as roupas, as cores e combino tudo isso com a observação que fiz do local. Em poucos minutos, enquanto troco as primeiras palavras, vou combinando o que vejo nas pessoas e o que vi na locação e começo a constuir a sessão. Num primeiro momento, embora possa parecer, nada é por acaso. Cada escolha tem intenção, fruto da observação atenta que faço de todos os fatores.
O resultado dessa parceria entre atenção e intenção é que eu fico pronta para o principal: o momento verdadeiro. Como um pintor, que nos momentos de inspiração pinta freneticamente sem precisar pensar para misturar as tintas, chega um momento da sessão em que tudo se encaixa, é quase como se eu pudesse antecipar cada movimento, cada gesto, e capturá-lo para sempre, inserido numa composição onde tudo faz sentido. Eu fico totalmente ligada nas pessoas, nas relações, nos movimentos e desenho as fotos à medida que acontecem, sabendo exatamente onde está cada elemento disponível sem precisar olhar, aproveitando a luz sem precisar pensar e me movendo de forma a incluir o que desejo na foto.
É importante não confundir intenção com direção, a intenção é como se fosse o esboço, mas a pincelada não está pronta, ela vem da interação verdadeira e da sensibilidade na captura e sempre surpreende.
Um exemplo desta sessão: ainda no começo, chamou a minha atenção uma folha enorme caída na grama, enfeitada por uma pequena flor amarela. Logo veio a intenção de colocar a pequena modelo neste cenário. Imaginei que talvez ela brincasse com a flor, compondo uma cena delicada. Mas ela tinha outras idéias: em menos de um segundo, jogou tudo para o alto, com uma expressão linda de felicidade. E eu fotografei sem parar, porque o mais lindo é sempre o que não óbvio e onde eu vi flor, ela viu tronco, e me mostrou feliz seu maior tesouro, do qual não se separou durante toda a sessão – e que levou para casa no final! Esse pequeno tronco foi flor, boneca, telefone e apareceu, glorioso!, em quase todas as fotos! E enriqueceu a sessão com verdade, que é pra mim a grande revelação!
Eu não busco nem quero que a criança represente a minha visão. Eu quero que ela se sinta à vontade comigo para me mostrar quem é. Nem me passaria pela cabeça colocar a folha e a flor de volta no lugar que estavam, pedir que ela ficasse pertinho delas e sorrisse pra mim. Não. Eu não faço assim. Seria um grande desperdício, e na minha opinião não existe desperdício maior que o da verdade. É ela que faz a foto e é ela que nós faz quem somos.
Esta sessão foi um grande presente para mim. Fiz fotos que tenho certeza que estarão entre as minhas favoritas para sempre. Com esta pequena, vi o que não é óbvio, vi o mais simples, vi o mais lindo. E foi tudo tão tranquilo que nem vi o tempo passar. Ela é um encanto. Enquanto andava atrás dela pelo bosque, ela parou e estendeu os bracinhos para mim, pedindo colo. Fez isso mais de uma vez, cheia de doçura e confiança. Pena que essa foto, com a “modelo” em meu colo, eu não pude tirar, já que a câmera perdeu o lugar.
Poderia terminar dizendo que foi a primeira vez que fotografei uma criança com síndrome de down. Mas isso não fez a menor diferença. Todas as sessões encerram alguma primeira vez, e se não fosse sempre assim, se fosse sempre igual, não teria o mesmo encanto para mim. O que eu busco no meu trabalho, e sempre encontro, é o que faz com que cada um de nós seja único.
São as tais cores verdadeiras que diz a música. São tantas as nuances que até hoje não fiz uma sessão que fosse igual à outra. São essas diferenças que me inspiram. Que seja sempre assim!
Esta é uma sessão que eu espero que inspire muita gente! Poucas vezes as famílias se lembram de marcar uma sessão de fotos para seus filhos adolescentes. Depois de documentar a gravidez, o parto, o recém-nascido, o bebê e as várias fases da criança, chega o momento em que os filhos crescem e as fotos diminuem, no mesmo ritmo.
Eu também adoro fotografar os “crescidos”. Minha postura neste tipo de sessão é a mesma que eu tenho nas sessões infantis. Não, eu não falo do Barney e nem conto que o Cebolinha mora na minha lente, óbvio. Nessa idade, eles querem e merecem ser tratados não como crianças, mas como os jovens que são. O que eu quero dizer é que busco retratar a adolescência com a mesma verdade que eu fotografo a infância. E essa fase, com suas transformações, é rica em possibilidades dos mais variados retratos. Num momento, um sorriso de criança, no momento seguinte, o olhar sério de quem sabe mais do que parece. O tamanho já é quase o de um adulto, mas a postura, ah!, essa parece que grita: cresci da noite para o dia! E é tudo da noite para o dia mesmo, e é tudo noite e dia nessa idade, não tem meio termo. Por isso, é importante que se sintam à vontade durante a sessão, que nunca pode parecer “coisa chata que a minha mãe mandou”. Para não cair nessa armadilha tão comum nessa fase, eu sigo o estilo de quem fotografo, procuro conversar, conhecer e deixar as coisas acontecerem, sempre com o objetivo de que a sessão seja um momento gostoso e revelador. Os pais podem acompanhar a sessão à distância, mas é importante que deixem o espaço aberto para o filho se mostrar como é.
Quem me acompanha vai notar que esta sessão tem um estilo um pouco diferente, uma edição de cores e tons mais moderna e vibrante, assim como uma variedade maior de estilos. Essa edição combina com a visão que eu tenho dessa fase e esses elementos são apenas mais uma forma de traduzir todas essas transições, acompanhando o referencial visual desta idade, tão amplo e contemporâneo.
Eu já tenho em casa um projeto de adolescente. Caminhando para os onze anos, ela é uma promessa ambulante de tudo que eu falei até aqui. Só nos primeiros seis meses desse ano, já cresceu cinco centimetros, parece que a cada dia que olho pra ela vejo uma novidade. Passou poucos dias acampando com a escola e quando voltou, eu juro, achei que estava mais alta, com a voz diferente e com o rosto mais fino! Não vou perder a chance de documentar cada minuto deste processo, porque tenho certeza que, mais rápido do que um piscar de olhos, terei a meu lado uma moça, mesmo que seja pra sempre, é claro, a minha menina!
E é essa combinação adorável de menina e mulher que eu procurei mostrar nas fotos que vcs estão vendo aqui. Procuramos incorporar tudo que fazia parte da vida dela: o celular, o mp3 (como bem disse a mãe, “ela está sempre com esses fiozinhos pendurados”), a câmera, a cachorinha que adora um colo e desperta nela o olhar mais doce, a pose de revista, o tênis maior que o pé! Tenho certeza que estas fotos serão valorizadas para sempre, tanto quanto aquelas do bebê sorrindo sem dentes e da menininha aprendendo a andar. E quem disse que fotos como as que vcs verão a seguir tb não são de uma menininha aprendendo a andar? Sem mais palavras, deixo vcs com a beleza da minha “modelo”, no auge dos seus 13 anos!
Tínhamos pouco tempo para esta sessão. Ela não é de São Paulo e viajaria logo depois das fotos. Diante dessa limitação, decidimos fazer as fotos em uma pequena praça e nas ruas em seu entorno.
É como eu sempre digo: pra que estúdio, se eu posso fotografar em qualquer lugar, se o mundo inteiro é um grande e ilimitado estúdio, iluminado pela luz mais bonita de todas, que é a luz natural?
Um dos desafios mais gostosos de trabalhar em locação e chegar em locais muitas vezes desconhecidos, nem sempre perfeitos, e fazer funcionar. À primeira vista, alguns lugares não são o que chamaríamos de fotogênicos. Mas o olhar treinado é capaz de colocar em ordem os elementos, dando sentido à composição e criando um espaço que muitas vezes transcende a realidade, muito mais grandioso e significativo, e que existe apenas dentro desse retângulo bidimensional que é a fotografia.
Além do poder da composição, que organiza o que antes parecia não ter propósito, não podemos esquecer do papel fundamental da luz, que é como um véu, que mostra, esconde, grita e insinua de acordo com a vontade do fotógrafo. É ela que, em última instância, faz o desenho que a gente quiser da locação.
A seguir, algumas das minhas fotos favoritas do dia. Vale destacar a beleza e a simpatia da “modelo”, que se divertiu tanto quanto eu nesta sessão rápida, mas muito compensadora!
Aproveito para lembrar que fotografo gente de todas as idades! Clique aqui e marque sua sessão!