Você está vendo o que eu estou vendo?

Uma questão importante nesses tempos de fotografia digital é a calibragem do monitor. Quem vê e edita fotos no computador precisa investir um tempinho na regulagem do seu equipamento. Existem variações enormes na forma de exibição das fotos em diferentes monitores. Cada pessoa regula de um jeito, outros nem regulam, deixam com a configuração de fábrica (que geralmente é péssima para visualizar fotos). Se você já prestou atenção na loja de televisores, onde dezenas de aparelhos, ligados no mesmo canal, mostram imagens com cores, brilho e contraste completamente diferentes, sabe bem do que estou falando. Para fazer um rápido teste quanto ao brilho e contraste do seu monitor, observe a tabela abaixo. Você deve ser capaz de perceber as diferenças entre todos os quadrados, para perceber corretamente a luminosidade das fotos.

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Já posso adiantar que a maioria das pessoas usa monitores com excesso de brilho. Esse é um ajuste fácil, geralmente no próprio monitor existem botões que regulam brilho e contraste. Procure deixar o brilho no mínimo e o contraste no máximo, sempre observando a tabela acima e vendo as variações que ocorrem. É importante que você possa diferenciar todos os quadrados, percebendo a mudança de tonalidade.
Quanto à cor, é difícil fazer qualquer suposição: existem monitores que puxam para o vermelho, outros para o azul, alguns têm saturação excessiva de cores, outros mostram cores apagadas. Se você perceber alguma tonalidade de cor, mesmo que muito leve, nos quadradinhos acima, que são variados tons de cinza, já vai saber que seu monitor está com um desvio nessa direção.

Fotógrafos profissionais usam um equipamento específico para a calibragem do monitor (chamado colorímetro) e fazem gerenciamento de cores. É o que eu faço, e isso garante que o que eu vejo em meu monitor seja igual ao que será impresso pelo laboratório fotográfico. Claro que dentro de um limite, já que sempre vai existir uma diferença entre a tela, que emite luz, e o papel. Além disso, trabalho em ambiente iluminado com uma lâmpada neutra, para poder avaliar as cores sem interferências de cor. Nossos olhos se adaptam às diferentes temperaturas da luz, e compensam quando a luz é amarelada ou azulada, podendo nos levar a avalições erradas quanto à correção das cores.
Para quem tem a fotografia como hobby ou gosta de ver fotos na web, recomendo uma alternativa que não é perfeita, mas já ajuda bastante: um software gratuito que faz a calibragem do monitor. Quem se interessar, pode baixar o programa aqui. Basta seguir as instruções na tela e fazer as alterações necessárias, de acordo com as instruções. É fácil e melhora bastante a fidelidade de exibição das imagens. Experimente! Quem usa photoshop tem também a opção de utilizar o Adobe Gama, que é instalado junto com o photoshop e pode ser encontrado no painel de controle do windows.
Uma boa forma de testar o resultado é comparar o arquivo no monitor com a foto impressa em um laboratório de qualidade.
Aos meus clientes, recomendo que façam pelo menos o ajuste de brilho e contraste, para que possam ver as provas de nossa sessão de fotos com maior fidelidade.
Abaixo, um exemplo das variações. O que você vê? Vc sabe qual é a foto correta em termos de brilho, contraste e cores? Será que você está vendo o que eu estou vendo? Calibre e descubra! Mas prepare-se para um boa surpresa! A maior parte das pessoas não tem noção de como está “descalibrada”! ;-)

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As rosas falam!

Ser fotógrafa é um privilégio, disso eu sempre soube. Trabalho com a emoção mais pura. Crio memórias e registro a história de crianças, casais, famílias… Tudo começa no momento da sessão, quando tenho a honra de compartilhar momentos onde o amor é sempre evidente. Depois, em casa, sozinha em frente ao computador, editando as fotos e preparando a apresentação final, volto a me emocionar, muitas vezes chego a ficar com lágrimas nos olhos, tanto que me envolvo e identifico com as imagens que crio. Eu me entrego ao que faço de corpo e alma, e busco sempre a emoção mais profunda. Fotografo cada família, cada história, como se fosse a minha. Meu olhar se encanta sempre como se fosse a primeira vez, a primeira sessão, a primeira foto.
Frequentemente, meus clientes relatam que choram ao ver as fotos pela primeira vez. Acho que esse meu é um dos poucos trabalhos que quando o cliente chora é elogio! Na minha família, brincam dizendo que eu só considero o meu dever cumprido quando levo o cliente às lágrimas. De certa forma é verdade: meu objetivo é registrar a história de quem me procura com arte e muita sensibilidade! Fico realizada quando percebo que a emoção que sinto em meu trabalho transparece nas fotos e vai ficar para sempre preservada, ajudando a construir uma história.
Hoje tive mais uma prova que retratar a emoção é um privilégio. Hoje, pela primeira vez, ao entregar um trabalho, recebi uma rosa, em reconhecimento pela emoção provocada pelas fotos que fiz! O gesto tão delicado e carinhoso me fez sorrir o dia inteiro! Fiquei feliz e realizada! O trabalho em questão, vocês verão logo logo aqui no blog. Posso garantir que vão ficar encantados!
A seguir, uma foto da minha mesa de trabalho, hoje muito mais linda enfeitada pela minha rosa! ;-)

À amiga que me proporcionou essa alegria, mais uma vez, muito obrigada! E falando em fotos, história e emoção, vocês também podem ver abaixo, à esquerda do monitor, num porta-retrato, uma foto minha com a minha pequena flor, a minha filha linda a quem eu aproveito para desejar um Feliz Dia das Crianças! Mais um dia feliz da nossa história!

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Como escolher o local da sessão de fotos

Outra dúvida comum é a respeito da escolha do local para a sessão de fotos. Como não trabalho em estúdio, decido junto com o cliente a locação das fotos.
Quando o cliente quer fazer a sessão em casa, sempre converso um pouco para saber se as condições são adequadas. Como trabalho utilizando apenas a luz natural, preciso de espaço e claridade. Janelas amplas, espaços onde seja possível afastar e rearranjar os móveis, se for necessário, cantinhos interessantes, talvez um quintal ou jardim… Se for um prédio, também pode funcionar se houver uma área de lazer relativamente espaçosa, com cantinhos interessantes.
Quando a intenção é fotografar um bebê, se a casa tiver as condições descritas acima, é sem dúvida a melhor opção. O mundo de um bebê pequenino é mesmo sua casa, seu quarto, seu berço, e é possível fazer fotos maravilhosas utilizando esse espaço.
Crianças maiores, por outro lado, eu recomendo fotografar em parques ou praças. Quando a criança tem espaço para explorar, a sessão corre tranquila e as fotos ficam variadas e interessantes. Posso captar suas reações ao ambiente, sua curiosade, seu jeito. Tudo isso emoldurado pela natureza, que sempre combina com o mundo encantado da infância.
No caso de jovens e adultos, também gosto dos parques e praças, mas recomendo ainda uma infinidade de cenários urbanos. Pode ser uma rua movimentada, um horizonte de prédios, uma fachada com uma pintura interessante, um museu, um muro grafitado… Qualquer uma dessas locações pode dar um toque interessante e moderno às fotos.
A seguir, um exemplo de locação urbana.

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Ciranda da Bailarina

Não costumo fotografar crianças fantasiadas. Sei que muitos fotografam crianças vestidas de bichinhos ou personagens, mas esse não é meu estilo. O resultado até pode ser engraçadinho, mas foge à minha intenção que é fotografar a criança como ela é. Claro que se a criança adora determinada fantasia, usa direto em casa e os pais querem um registro dessa fase de sua vida, eu vou recomendar que tragam a fantasia e fazer algumas fotos com ela, mas de um jeito natural, inserido no cotidiando da criança. Nada de colocar um bebê descontente apertado numa fantasia de ursinho Pooh ao lado do irmão vestido de Tigrão num fundo que imita uma floresta…
Mas existe uma peça que eu sempre tenho à disposição das meninas pequenas: o saiote de bailarina. É incrível o fascínio que essa pequena peça de tule exerce sobre as garotas, basta vestirem que é como se um encanto acontecesse! Elas dançam, assumem uma postura elegante e graciosa, flutuam numa núvem de sonhos e delicadeza. Cada uma do seu jeito.

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O que vestir para a sessão de fotos?

Uma pergunta que os clientes invariavelmente me fazem é o que vestir para a sessão de fotos. E eu acho ótimo que façam, porque a roupa pode ajudar ou atrapalhar muito o retrato. Vestir-se com a intenção de posar para uma foto traz à tona questões que não são importantes no dia-a-dia e que se forem levadas em conta pelo modelo farão com que o retrato tenha um resultado final muito mais bonito. Certas roupas são lindas quando vistas “ao vivo e a cores”, mas não funcionam bem na fotografia.
Um bom exemplo dessa questão são as estampas e logotipos. Quando vemos uma foto de alguém com uma camiseta estampada com um personagem ou uma frase escrita, por exemplo, a primeira coisa que fazemos é ler a mensagem ou observar o desenho. E o rosto do modelo se perde em meio a tantas interferências. E o que era pra ser um retrato atemporal de uma criança fica com cara de propaganda de loja.
À procura de exemplos, entrei na Home Page da C&A, loja de departamentos com preços acessíveis e que todo mundo conhece. Numa rápida olhada no catálogo, pude encontrar bons e maus exemplos que copio aqui.

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Reparem nesta foto. A primeira coisa que percebemos são as palavras estampadas na camiseta, que tentamos ler antes mesmo de fixar os olhos nos rostos das lindas meninas.

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Percabam a diferença quando a roupa não tem estampas: não há nada competindo com o rosto das crianças, e é nelas que focamos nossa atenção.

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Olhem estes bebês. Fofíssimos, claro, mas os macacões que estão usando, cheio de escritos, fazem com que toda essa fofura fique escondida, colocada para escanteio pelas palavras enormes e chamativas. O que poderia ser um lindo retrato ampliado e montado num quadro, perde o impacto artístico por conta da roupa mal escolhida.

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Roupas com personagens estampados costumam ser adoradas pelas crianças, que gostam de exibir seus gostos e preferências nas roupas que vestem. São opções divertivas para o dia-a-dia, mas não são boas escolhas para uma sessão de fotos. Os personagens aparecem mais do que a criança e as fotos rapidamente ficam datadas.

Este post é apenas o primeiro de uma série que pretendo fazer sobre o que vestir. Fique de olho nos próximos! Comecei falando sobre as roupas que não fotografam bem. No próximo post, vou dar sugestões de roupas fotogênicas para vestir quando for fazer sua sessão de fotos! E já estou preparando um sobre como escolher e combinar as roupas quando for fotografar duas ou três pessoas juntas.
Termino com um lindo exemplo de roupa bem escolhida, que revelou a graça e a beleza da minha pequena cliente.

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