Primeiros passos para o mundo!

Esta é uma sessão que eu espero que inspire muita gente! Poucas vezes as famílias se lembram de marcar uma sessão de fotos para seus filhos adolescentes. Depois de documentar a gravidez, o parto, o recém-nascido, o bebê e as várias fases da criança, chega o momento em que os filhos crescem e as fotos diminuem, no mesmo ritmo.
Eu também adoro fotografar os “crescidos”. Minha postura neste tipo de sessão é a mesma que eu tenho nas sessões infantis. Não, eu não falo do Barney e nem conto que o Cebolinha mora na minha lente, óbvio. Nessa idade, eles querem e merecem ser tratados não como crianças, mas como os jovens que são. O que eu quero dizer é que busco retratar a adolescência com a mesma verdade que eu fotografo a infância. E essa fase, com suas transformações, é rica em possibilidades dos mais variados retratos. Num momento, um sorriso de criança, no momento seguinte, o olhar sério de quem sabe mais do que parece. O tamanho já é quase o de um adulto, mas a postura, ah!, essa parece que grita: cresci da noite para o dia! E é tudo da noite para o dia mesmo, e é tudo noite e dia nessa idade, não tem meio termo. Por isso, é importante que se sintam à vontade durante a sessão, que nunca pode parecer “coisa chata que a minha mãe mandou”. Para não cair nessa armadilha tão comum nessa fase, eu sigo o estilo de quem fotografo, procuro conversar, conhecer e deixar as coisas acontecerem, sempre com o objetivo de que a sessão seja um momento gostoso e revelador. Os pais podem acompanhar a sessão à distância, mas é importante que deixem o espaço aberto para o filho se mostrar como é.
Quem me acompanha vai notar que esta sessão tem um estilo um pouco diferente, uma edição de cores e tons mais moderna e vibrante, assim como uma variedade maior de estilos. Essa edição combina com a visão que eu tenho dessa fase e esses elementos são apenas mais uma forma de traduzir todas essas transições, acompanhando o referencial visual desta idade, tão amplo e contemporâneo.
Eu já tenho em casa um projeto de adolescente. Caminhando para os onze anos, ela é uma promessa ambulante de tudo que eu falei até aqui. Só nos primeiros seis meses desse ano, já cresceu cinco centimetros, parece que a cada dia que olho pra ela vejo uma novidade. Passou poucos dias acampando com a escola e quando voltou, eu juro, achei que estava mais alta, com a voz diferente e com o rosto mais fino! Não vou perder a chance de documentar cada minuto deste processo, porque tenho certeza que, mais rápido do que um piscar de olhos, terei a meu lado uma moça, mesmo que seja pra sempre, é claro, a minha menina!
E é essa combinação adorável de menina e mulher que eu procurei mostrar nas fotos que vcs estão vendo aqui. Procuramos incorporar tudo que fazia parte da vida dela: o celular, o mp3 (como bem disse a mãe, “ela está sempre com esses fiozinhos pendurados”), a câmera, a cachorinha que adora um colo e desperta nela o olhar mais doce, a pose de revista, o tênis maior que o pé! Tenho certeza que estas fotos serão valorizadas para sempre, tanto quanto aquelas do bebê sorrindo sem dentes e da menininha aprendendo a andar. E quem disse que fotos como as que vcs verão a seguir tb não são de uma menininha aprendendo a andar? ;-) Sem mais palavras, deixo vcs com a beleza da minha “modelo”, no auge dos seus 13 anos!

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O maior estúdio do mundo!

Tínhamos pouco tempo para esta sessão. Ela não é de São Paulo e viajaria logo depois das fotos. Diante dessa limitação, decidimos fazer as fotos em uma pequena praça e nas ruas em seu entorno.
É como eu sempre digo: pra que estúdio, se eu posso fotografar em qualquer lugar, se o mundo inteiro é um grande e ilimitado estúdio, iluminado pela luz mais bonita de todas, que é a luz natural?
Um dos desafios mais gostosos de trabalhar em locação e chegar em locais muitas vezes desconhecidos, nem sempre perfeitos, e fazer funcionar. À primeira vista, alguns lugares não são o que chamaríamos de fotogênicos. Mas o olhar treinado é capaz de colocar em ordem os elementos, dando sentido à composição e criando um espaço que muitas vezes transcende a realidade, muito mais grandioso e significativo, e que existe apenas dentro desse retângulo bidimensional que é a fotografia.
Além do poder da composição, que organiza o que antes parecia não ter propósito, não podemos esquecer do papel fundamental da luz, que é como um véu, que mostra, esconde, grita e insinua de acordo com a vontade do fotógrafo. É ela que, em última instância, faz o desenho que a gente quiser da locação.
A seguir, algumas das minhas fotos favoritas do dia. Vale destacar a beleza e a simpatia da “modelo”, que se divertiu tanto quanto eu nesta sessão rápida, mas muito compensadora!
Aproveito para lembrar que fotografo gente de todas as idades! Clique aqui e marque sua sessão!

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Uma linda viagem no tempo!

Adoro fazer sessões fora de São Paulo. A oportunidade de conhecer novos lugares é sempre muito estimulante. Esta sessão foi realizada num lindo dia de abril, num sítio que preserva a história de várias gerações da família. Assim que cheguei, eu me encantei com a minha pequena cliente: linda, com um olhar expressivo, do tipo que atravessa a lente da câmera e transmite verdade, força e personalidade. Os pais nos receberam com muita simpatia e contaram um pouco da história da família e da região. Fiquei entusiasmada quando percebi que muitos detalhes do passado foram preservados, podendo ser incorporados às fotos e trazendo muito significado.
O sítio é cheio de lugares mágicos, uma festa de cores, texturas e paisagens. Fiquei encantada com o feno, as nuances de cor e sua textura contrastando com a suavidade da pele da pequena. Tivemos oportunidade de fazer uma variedade enorme de fotos, e ela adorou cada minuto, porque o tempo todo deixei que ela dominasse o espaço e a situação e apenas registrei a beleza que me cercava. É sempre assim que procuro me colocar nas sessões: sem planos nem idéias preconcebidas, deixando que as fotos venham da entrega ao momento, uma reação intuitiva ao que me cerca. O fotógrafo Marc Riboud tem uma frase que eu gosto muito que diz: “Fotografar é saborear a vida intensamente, cada centésimo de segundo”. É isso que eu acredito e foi assim nesta sessão!

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E esta foto, uma das últimas que fiz da sessão e, que no momento exato que fiz, já sabia que seria minha preferida. No instante desta captura, imaginei a foto assim, colocada numa linda moldura na parede, um retrato atemporal que simboliza o encontro de gerações.

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