By Luciana Prado (
November 17, 2008 at 12:43 pm)
· Filed under Dicas de Fotografia, , crianças, Dicas de Fotografia, retratos
Como prometi, começo hoje a série sobre dicas de fotografia. Lembro aqui que a intenção não é transformar ninguém em fotógrafo, e sim abrir os olhos para aqueles pequenos detalhes que podem fazer grande diferença nas suas fotos.
A primeira e mais importante dica: quando quiser fazer um belo retrato de alguém, desligue o flash. Nas câmeras compactas, a opção mais comum é deixar o flash no automático, e muitas vezes ele brilha em momentos totalmente desnecessários, destruindo a luz natural que é muito mais bonita e dá mais personalidade às fotos. A luz do flash é dura e uniforme, iluminando fundo e modelo com a mesma intensidade; ela deixa tudo chapado, sem dimensão. A luz natural modela, envolve, revela e esconde num delicado jogo de luz e sombra. Experimente brincar com ela. O primero passo é procurar o manual de sua câmera e ver como deixar o flash desligado.
Claro que não adianta desligar o flash e querer fazer o retrato onde não há luz, como dentro de casa, quarto escuro, lâmpada acesa. Acredite, o resultado não vai ser digno de aparecer no seu álbum. Como a intenção aqui é facilitar as coisas, vou dar o mapa da mina e dizer um lugar onde você certamente encontrará uma bonita luz natural: perto de uma janela. A hora do dia não importa, desde que não entre luz direta do sol no cômodo. O que precisamos aqui é daquela luz indireta, que traz claridade. Se vc estiver vendo os raios de sol no chão, limites definidos entre a área de luz e sobra, procure outra janela, do lado oposto da casa.
Posicione seu modelo perto da janela. Observe o efeito da luz em seu rosto. Percaba o reflexo da janela nos olhos. Posicione o rosto de forma que ele não esteja paralelo à janela, e sim numa posição diagonal em relação a ela, para criar áreas de luz e sombra. Varie a proximidade do modelo em relação a janela, para perceber o efeito dessa distância na qualidade da luz.
Lembre-se de segurar firme a câmera, se vc puder ancorar os braços melhor ainda, para evitar fotos tremidas. Treine primeiro com um adulto ou criança maior, alguém que tenha paciência para posar enquanto você estuda o efeito da luz em seu rosto. Faça várias fotos, inclusive uma com flash para perceber a diferença. Depois mande o resultado aqui para o blog, os exemplos mais legais eu vou publicar aqui neste post. Mande duas fotos: a que vc mais gostou e aquela em que você usou o flash.
Só para completar, vou esclarecer que não sou contra a existência do flash. Se você estiver se perguntando quando ele é bem-vindo, a resposta é simples: para registrar aqueles momentos importantes em que sem ele não conseguíriamos luz suficiente para fotografar. Se é a festinha de escola de seu filho, a criançada dançando num ginásio escuro, não tenha dúvidas: ligue o flash sem culpa. Se não fizer isso e estiver usando uma compacta no automático, vai fazer fotos tremidas e escuras. Nem todas as fotos têm que ser uma obra de arte, é importante lembrar. Muitas vezes o que vale é poder registrar um momento.
E só para lembrar: o flash tem uma distância máxima de alcance. Isso significa que, no caso do flash interno de uma câmera campacta, ele alcança em torno de três ou quatro metros. Sabe aquelas milhares de pessoas num show, tentando fotografar o palco distante com flash? Estão todas iluminando as cabeças dos que estão sentados nas fileiras à sua frente…
A seguir, duas fotos feitas com poucos segundos de diferença, mas totalmente diferentes.


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By Luciana Prado (
October 11, 2008 at 1:02 am)
· Filed under Filosofando, casais, crianças, emoção, família, fotografia, rosa
Ser fotógrafa é um privilégio, disso eu sempre soube. Trabalho com a emoção mais pura. Crio memórias e registro a história de crianças, casais, famílias… Tudo começa no momento da sessão, quando tenho a honra de compartilhar momentos onde o amor é sempre evidente. Depois, em casa, sozinha em frente ao computador, editando as fotos e preparando a apresentação final, volto a me emocionar, muitas vezes chego a ficar com lágrimas nos olhos, tanto que me envolvo e identifico com as imagens que crio. Eu me entrego ao que faço de corpo e alma, e busco sempre a emoção mais profunda. Fotografo cada família, cada história, como se fosse a minha. Meu olhar se encanta sempre como se fosse a primeira vez, a primeira sessão, a primeira foto.
Frequentemente, meus clientes relatam que choram ao ver as fotos pela primeira vez. Acho que esse meu é um dos poucos trabalhos que quando o cliente chora é elogio! Na minha família, brincam dizendo que eu só considero o meu dever cumprido quando levo o cliente às lágrimas. De certa forma é verdade: meu objetivo é registrar a história de quem me procura com arte e muita sensibilidade! Fico realizada quando percebo que a emoção que sinto em meu trabalho transparece nas fotos e vai ficar para sempre preservada, ajudando a construir uma história.
Hoje tive mais uma prova que retratar a emoção é um privilégio. Hoje, pela primeira vez, ao entregar um trabalho, recebi uma rosa, em reconhecimento pela emoção provocada pelas fotos que fiz! O gesto tão delicado e carinhoso me fez sorrir o dia inteiro! Fiquei feliz e realizada! O trabalho em questão, vocês verão logo logo aqui no blog. Posso garantir que vão ficar encantados!
A seguir, uma foto da minha mesa de trabalho, hoje muito mais linda enfeitada pela minha rosa!
À amiga que me proporcionou essa alegria, mais uma vez, muito obrigada! E falando em fotos, história e emoção, vocês também podem ver abaixo, à esquerda do monitor, num porta-retrato, uma foto minha com a minha pequena flor, a minha filha linda a quem eu aproveito para desejar um Feliz Dia das Crianças! Mais um dia feliz da nossa história!


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By Luciana Prado (
April 8, 2008 at 5:42 pm)
· Filed under Dicas para a sessão, bailarina, crianças, fantasias, fotografia, fotos, fotos artísiticas de crianças, infância, Luciana Prado Fotografia, sessão de fotos
Não costumo fotografar crianças fantasiadas. Sei que muitos fotografam crianças vestidas de bichinhos ou personagens, mas esse não é meu estilo. O resultado até pode ser engraçadinho, mas foge à minha intenção que é fotografar a criança como ela é. Claro que se a criança adora determinada fantasia, usa direto em casa e os pais querem um registro dessa fase de sua vida, eu vou recomendar que tragam a fantasia e fazer algumas fotos com ela, mas de um jeito natural, inserido no cotidiando da criança. Nada de colocar um bebê descontente apertado numa fantasia de ursinho Pooh ao lado do irmão vestido de Tigrão num fundo que imita uma floresta…
Mas existe uma peça que eu sempre tenho à disposição das meninas pequenas: o saiote de bailarina. É incrível o fascínio que essa pequena peça de tule exerce sobre as garotas, basta vestirem que é como se um encanto acontecesse! Elas dançam, assumem uma postura elegante e graciosa, flutuam numa núvem de sonhos e delicadeza. Cada uma do seu jeito.

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