Brisa
Fizemos esta sessão no fim da tarde de um dia quente que parecia verão. Mas o calor, embora forte, era suavizado por um ventinho fresco e gostoso que nos acompanhou durante todas a sessão. O parque estava vazio e a luz maravilhosa, e a “modelo” tão linda e simpática que a sessão fluiu leve, suave e gostosa. Por isso o título: brisa!
Um dos objetivos da sessão era fazer quatro fotos que seriam emolduradas para decorar o quarto dela. O irmão menor também foi, e aproveitamos alguns minutos no final da sessão para fotografá-los juntos, já que a “estrela”, nesse dia, era ela!
As fotos escolhidas para o quadro são as quatro primeiras deste post, exatamente as mesmas que eu escolheria. No momento exato que fiz essas fotos, brinquei com ela: essas vão para a parede do seu quarto! Já soube que o quadro ficou lindo, fez o maior sucesso na loja de molduras e está agora enfeitando o quarto novo dela.
Fotografar crianças mais velhas é sempre uma experiência muito divertida. Elas participam, trazem idéias, envolvem-se ativamente na sessão. Claro que os maiores, muitas vezes, começam mais tímidos. Ao contrário dos pequenos, a criança maior sabe exatamente o que está acontecendo e fica meio sem saber o que fazer, um pouco “sem graça”. Depois de uma primeira conversa, sempre peço a quem acompanha a criança que assista a sessão de longe, porque é mais fácil romper a barreira da timidez se eu tiver a atenção exclusiva da criança. Claro que é importante, para que todos se sintam seguros, que a família esteja sempre no campo de visão, mas não perto demais a ponto de acompanhar cada lance da sessão. Quando tem “platéia” assistindo, a primeira reação da criança é fazer graça, para aliviar a timidez, e a conexão com o fotógrafo acaba prejudicada.
Não foi o caso aqui: ao som dos primeiros cliques, ela já estava completamente à vontade e entusiasmada, adorando cada minuto. E eu também. Nos divertimos conversando sobre a Hannah Montanna, Crepúsculo, Lua Nova (que, aliás, eu vi no dia da estréia com a minha filha e as amigas e adorei!). Aproveito para dar uma dica. Quem quer fotografar crianças, deve conhecer o universo delas, interessar-se de verdade pelo que elas falam. Eu tenho a sorte de ter uma filha e sobrinhos e participar ativamente da vida deles, portanto esse conhecimento vem naturalmente. Mas quando não é esse o caso, é importante que o fotógrafo procure estar informado e saiba conversar, com interesse genuíno, sobre os assuntos que interessam a essas crianças.
A criança percebe quando o fotógrafo está interessado no que ela traz, e é esse interesse que abre o espaço para que ela se solte e as fotos revelem quem ela é. Foi assim aqui! A seguir, as fotos desta linda menina e da sessão suave como uma brisa!



















