Archive for April, 2009

Dicas de Fotografia: Desfocando o fundo

Muitos leitores aqui do blog me perguntam como são feitos os fundos desfocados das minhas fotos. Tem gente que acha que é tudo feito no photoshop. O programa realmente tem um filtro de desfoque, cujo resultado não chega aos pés do desfoque feito na câmera, além de dar muito mais trabalho e por isso não recomendo. Aliás, não uso o photoshop para esse tipo de ajuste: eu gosto mesmo é de fotografar, fazer a foto na hora, não coloco na edição nada que não tenha sido registrado no momento do click, não sou fã de muita manipulação digital. Tem gente que faz coisa muita legal, mas eu acho que vira uma outra categoria de imagem, uma forma de arte, também, sem dúvida, mas que não combina com a minha visão da fotografia e com o que eu quero expressar.
Eu uso o photoshop para ajustes de cor, brilho e contraste e as correções que faço são sutis, como atenuar uma olheira ou desaparecer com uma espinha enxerida que não tinha nada que aparecer na testa de alguém no dia da sessão de fotos, entre outras pequenas questões.
Mas voltando ao desfoque: em retratos, ele é fundamental. Ele dá profunididade à foto, separa a pessoa do fundo, dá destaque ao assunto e cria uma ilusão tridimensional. Além disso, o fundo fica estilizado, torna-se uma interpretação artística do real que valoriza muito as fotos. Alguns fundos, quando desfocados, assumem características que lembram uma pintura impressionista e não é à toa que esse é meu movimento favorito na pintura.
E qual é o segredo para desfocar o fundo? Essa é uma questão que qualquer bom livro de fotografia explica. Resumindo: três fatores propiciam esse desfoque: a abertura da lente (quanto mais aberta, menor a profundidade de campo, maior o desfoque), a distância focal da lente (as teles tem menor profundidade de campo e portanto são mais propícias ao desfoque) e a distância entre o modelo e o fundo (quanto mais longe o fundo estiver do modelo, maior o desfoque). Claro que é preciso muito treino, porque quando a zona de foco é estreita a exatidão do foco torna-se mais crítica, vc precisa focar perfeitamente no assunto, caso contrário ele vai ficar desfocado também, e o foco vai estar onde não interessa, como no botão da blusca ou na ponta do sapato!
Há poucos dias, estava fazendo o back-up de sessões recentes para o meu disco externo e encontrei as fotos que me deram a idéia para este post. Enquanto esperava a família, fiz algumas fotos da locação. Sempre gosto de chegar um pouco antes para observar a luz, fazer alguns testes, estudar as condições do local. Isso facilita muito para, na hora da sessão, ter a prontidão necessária para captar o momento certo, de que tanto falo em meus posts. Coloco a seguir as fotos que inspiraram este post e que mostram a diferença que faz o desfoque. Coloquei também duas fotos nesse exato local após a chegada da família. Mesmo já tendo blogado sobre esta sessão há algumas semanas, achei que seria interessante colocar algumas fotos novamente aqui neste post, para ilustrar melhor esta questão.

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O segredo do espontâneo

Muitos me perguntam qual é o segredo para fotografar de forma espontânea, sem recorrer à pose. Já disse aqui e repito, é preciso ter prontidão, estar sempre atento e não tentar impor a sua visão e sim seguir o fluxo dos acontecimentos.
Sempre fui, desde criança, uma observadora de pessoas. Gosto de olhar o jeito, o movimento, a maneira de falar, gesticular, gosto de olhar os olhos. Quanto mais a gente treina esse olhar, mais é capaz de perceber, rapidamente, o que faz de alguém um ser único e especial, qual a particularidade que só quem nos conhece bem percebe e se encanta. Quando captamos a singularidade de cada um, temos uma foto que é emoção muito mais do que registro, e é isso que faz com que ela seja valorizada a apreciada por muitos anos. Principalmente quando se trata de crianças, que mudam tão rapidamente. Quando a mãe olha a foto de um filho e diz: “nossa, esse é o sorriso dele, que eu nunca consigo pegar nas fotos”, vc sabe que atingiu seu objetivo!
Para poder se concentrar na sensibilidade, a parte técnica tem que estar perfeitamente dominada. Se o fotógrafo precisar pensar para fazer os ajustes da câmera, pode esquecer a foto. Quando ele tiver acabado de decidir que velocidade usar, selecionado a abertura ou perdido tempo com o foco, a criança já estará longe e o momento especial, perdido para sempre. Porque não adianta dizer: “vem aqui e faz de novo!” Só o que se consegue com esse tipo de atitude é que a criança olhe para você com cara de paisagem e ache que tirar fotos é uma coisa muito chata.
Com certeza, essa não foi a impressão que o pequeno das fotos a seguir teve da sessão de fotos. Ele adorou cada momento e fez desta uma sessão muito gostosa. Foi tão gostoso fotografá-lo que eu não queria parar! A luz também estava linda, e as cores no parque especialmente vibrantes, após uma chuva rápida que caíra minutos antes da sessão.
Os sorrisos eram um capítulo à parte. Nunca vi tantos! Ele não parou de rir um minuto sequer! Cheio de energia, ele corria, pulava, brincava, sempre sorridente! E, como vcs podem ver nas fotos, além de muito simpático, ele também é lindo demais!

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Uma foto vale mais que mil palavras

Este post pode não fazer nenhum sentido para quem lê, provavelmente não fará, mas para mim é onde mora o sentido de tudo, de quem eu sou e porque sou. A luz não estava perfeita, a lente não era a correta, o fundo não ajudava. Mas pouco importa. Esta é a minha melhor foto, a que me faz mais feliz. Foi feita hoje. Está tudo bem agora. Feliz Páscoa!

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Alegria, mágica e o truque da invisibilidade!

O post de hoje será rápido, porque questões pessoais estão me deixando sem tempo de atualizar o blog nesses últimos dias.
Quem vê o resultado desta sessão, não imagina como foram os “bastidores”! Ela estava feliz, gostou de mim (me deu até uma flor!), mas por algum motivo que pode ser explicado pela personalidade forte que emerge aos dois anos, ela decidiu que não queria fotos naquele dia. Simples assim. Se eu aproximava a câmera do rosto, ela dizia: “foto não” e escondia o rosto. Eu deixei que os pais brincassem com ela, fiquei ali por perto, troquei a lente, dei um tempo e fui voltando devagarinho, sem pressa, sem pedir nada, sem forçar. Fiz o possível para que a câmera ficasse invisível. Deu certo, e os resultados vcs podem comprovar aqui. Lindas fotos de uma linda menininha alegre numa tarde de luz mágica!

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