Luciana Prado Fotografia

Month: February, 2009

A segunda…

Nos últimos meses, tive sorte de fazer algumas sessões maravilhosas com mães grávidas que já estavam no segundo filho. Digo sorte porque é mais comum ser procurada por mães de primeira viagem. Quando estão grávidas pela primeira vez, as mulheres pensam logo em fazer uma sessão de fotos, registrar o corpo modificado, a barriga e a expectativa com a chegada do primeiro filho. Tudo é novidade e as mães ficam inebriadas pela gravidez. Depois, no segundo ou terceiro filho, nem sempre se lembram das fotos, como se o primeiro registro já fosse suficiente. Acho que já é o começo daquela história de que o primogênito sempre tem mais fotos, mais roupas, mais brinquedos… Eu, aliás, sou um exemplo disso: minha irmã tem um álbum inteirinho só para os primeiros meses de vida dela, enquanto eu nasci, fui batizada, fiz três meses, seis e um ano, tudo em umas cinco páginas do álbum da família! ;-) Até hoje reclamo com minha mãe!
Quem faz questão de fotografar a segunda gravidez acaba supresa e maravilhada com o resultado. Quando nasce o primeiro filho, nascem também um pai e uma mãe. Quando nasce o segundo, nasce um irmão ou irmã, e o registro deste pequeno ser, à espera daquele que será seu companheiro pela vida inteira, vivendo seus últimos dias de filho único, é uma oportunidade fantástica para fazer fotos que serão sempre apreciadas. Se na primeira vez o foco é a barriga e o casal, na segunda o foco é a família, as relações, os jeitos e afetos. E eu adoro fotografar tudo isso.
Esta linda pequena está à espera de sua irmã. Diz a mãe que ela não sabe bem o que tem na barriga, não quis muito papo sobre a chegada do bebê. Mas como fica claro nas fotos que vocês verão a seguir, ela parece que sabe muito bem, com a intuição que só as crianças têm, o que a espera e se prepara para ser a irmã mais velha. Vê-la andando pela casa, enchendo de carinho suas bonecas e bichinhos e de beijos a barriga da mãe é a prova que ela está mais do que pronta! Tenho certeza que serão grandes amigas e não vejo a hora de fotografá-las juntas. Quando chegar o bebê, teremos mais uma sessão de fotos, que tenho certeza vai confirmar tudo que já podemos ver aqui!
No dia da sessão chovia muito em São Paulo, então fizemos todas as fotos dentro do apartamento da família. Como eu digo sempre, no caso de crianças pequeninas, a casa pode ser uma excelente locação: é uma oportunidade de mostrar o mundinho delas, seu quarto, o berço, os brinquedos e todos os cantinhos preferidos… Como todo mundo sempre está muito à vontade em casa, as pessoas se soltam e dá para captar momentos de intimidade da família, que se mostra como é. E aqui eu vi e registrei, através de minhas lentes, muita alegria, amor e proximidade. Não é à toa que a pequena é tão feliz, falante e divertida. Dá para ver que a mãe tem prazer em brincar com ela, e brinca como se fosse também uma criança. A sessão foi acompanhada de muitas risadas, cantorias e brincadeiras! E o pai é totalmente encantado pelas suas meninas! Quer coisa mais gostosa?

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Você já foi a Paris?

É impressionante como não tenho tempo para organizar, sequer imprimir, minhas próprias fotos. São tantas que vão se acumulando que eu nem sei por onde começar, e por isso não começo. Na época do filme, era fácil: fotografava, revelava, chegava em casa com um envelope cheio de fotos e colocava tudo em álbuns. Agora, além de fazer muito mais fotos, o fato de poder vê-las quase que instantaneamente no computador faz com eu que vá protelando a impressão, e os discos rígidos vão ficando cheios, a estante de dvds, lotada e o drive-externo que quando eu comprei parecia tão imenso já está ficando pequeno.
Há umas duas semanas, comprei um porta-retrato branco para a minha mesa. Fui à Etna para comprar uma manta para usar em uma sessão com um recém-nascido, vi o porta-retrato, não resisti e comprei. Cheguei em casa, tirei da sacola e coloquei direto na minha mesa, com planos de escolher logo uma foto para colocar nele. Quem disse que tive tempo? Os dias foram passando e o porta-retrato continuava ostentando a mesma foto que veio da loja – aqui preciso fazer uma pausa para dizer que a foto que veio é excelente: uma linda família jovem e feliz, numa praia maravilhosa, um mar azul daqueles que fazem a gente sonhar com férias e um sol brilhante que me faz pensar no cheirinho gostoso do protetor solar… Confesso que gosto de olhar pra essa foto, e isso somado a falta de tempo de explorar meus arquivos para escolher e imprimir uma foto recente, me fez deixá-la no porta-retrato. A minha filha sempre protesta, “mãe, isso é ridículo!” Aliás, é ela que também pega no pé da avó pelo mesmo motivo. Minha mãe tem em sua casa, há tempos, uma caixa de fotos cuja tampa funciona como um porta-retrato para múltiplas fotos. As que estão exibidas são exatamente as que vieram da loja, cenas nas ruas de Paris, e a neta sempre implica, fazendo graça: “Bonito, né, vó! Você nunca nem foi a Paris!” E minha mãe responde rindo: “Que que tem? Eu gosto das fotos, um dia eu vou!” E os parisienses e a Torre Eiffel continuam enfeitando a caixa, desafiando a lógica e incorporando o sonho. Por que não?
Estava pensando nisso agora há pouco enquanto trabalhava no computador. Aí meu sobrinho de oito anos entrou no quarto, parou perto da minha mesa e perguntou, curioso: “Quem são esses aí?” Rindo, respondi: “não conheço, nem faço idéia, veio da loja assim.” Ele me olhou como se eu fosse doida, será que a tia fotógrafa não sabe para que servem os porta-retratos? Enquanto ele se afastava intrigado, eu pensei que era essa a gota d’água, e que era hora de tomar vergonha e trocar a foto. Retrubuí o sorriso da simpática família sorridente pela última vez, abri o porta-retrato e tirei a foto deles, substituindo por uma nossa. Agora sim!
Uma última confissão: quando preparo a entrega de fotos para meus clientes fico morrendo de inveja. Quando vejo aquela caixa cheia de fotos impressas em diferentes tamanhos, tenho vontade de ficar com tudo para mim! rs É uma delícia ver a reação dos clientes quando recebem a caixa, o brilho em seus olhos lembra uma criança em manhã de natal! Realmente o prazer de ter as fotos nas mãos, olhar, mostrar, colocar num álbum, fazer um quadro, não se compara ao folder cheio de fotos no computador!
E como não podem faltar fotos em um blog de fotógrafo, a seguir a foto da minha mesa com o tal retrato da “família que eu nem conheço” e uma foto de uma entrega já preparada para uma cliente. Aposto que, como eu, vocês vão ficar com vontade de ter uma igual! É fácil: entre em contato, saiba como funciona meu trabalho e marque uma sessão: você verá como é gostoso estar cercado de fotos especiais!

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