Month: February, 2009

Mãe e filha: uma linda relação em fotos

Como muitas vezes são as mães que estão por trás das câmeras, nem sempre elas estão presentes nos álbuns como merecem. Muitas me procuram porque sonham em ter aquela foto perfeita, em que aparecem lindas e sorridentes com seus bebês. Algumas me dizem que já tem até o lugar na parede reservado para essa foto. Adoro fazer essas sessões onde as mães participam ativamente, é uma delícia capturar essa relação.
Aliás, sempre me perguntam quem faz as minhas fotos com minha filha. A resposta? Eu mesma! Como ninguém tinha paciência pra seguir minhas indicações nem aguentar minhas reclamações depois, encontrei a solução perfeita: Coloco a câmera no tripé, escolho o lugar a dedo, faço as medições de luz só com a minha filha no quadro e quando está tudo perfeito, eu entro na composição e uso o disparador sem fio para fazer as fotos. Muitas vezes quem pilota o disparador é a minha pequena fotógrafa, que acha tudo muito engraçado (desde que não dure mais do que cinco minutos, que é o máximo de tempo que ela me dá para uma sessão de fotos). Ter mãe fotógrafa não deve ser fácil mesmo, preciso reconhecer. No dia das mães do ano passado, entre os presentes, um papelzinho dobrado dizia: “vale uma sessão de fotos sem reclamar”. ;-) Podem apostar que eu usei!

Voltando a esta sessão, a intenção aqui era registrar essa fase da relação mãe e filha. Fomos a um parque de São Paulo, com possiblidades infinitas de locações. No meio de muito verde, entre cavalos, galinhas, frutas e legumes de uma feira orgânica – que têm tudo a ver com elas, porque ambas, mãe e filha, têm uma alimentação exemplar, baseada em produtos orgânicos. Dá para ver o resultado de todo esse cuidado na beleza dessas duas, que ficou registrada para sempre nas fotos!
A seguir, o resultado desta linda sessão, que espero que inspire outras mães a ocupar o lugar de honra que elas merecem no álbum de família!

001.jpg

007.jpg

048.jpg

008.jpg

26.jpg

037.jpg

044.jpg

062.jpg

070.jpg

074.jpg

081.jpg

094.jpg

100.jpg

101.jpg

A magia da fotografia

A primeira data desta sessão teve que ser adiada por conta da chuva, já que tínhamos combinado que as fotos seriam feitas num parque. Na véspera da segunda data, choveu muito em São Paulo e a previsão para o dia seguinte era incerta. A mãe me ligou à noite preocupada, além da chuva que não parava, seu bebê havia sofrido um ataque de pernilongos, e tinha ganho, entre outras, uma picada bem no meio da bochecha! Ela até me mandou uma foto por e-mail para que eu visse o “estrago”. Garanti que ela não precisava se preocupar, o photoshop existe pra isso mesmo, esses pequenos retoques que antigamente eram tão complicados e que hoje são facéis de fazer. Nessas horas, o programa é uma valiosa ferramenta. Tem gente que acha que o programa é mágico, que resolve tudo, que “faz” a foto. Sempre digo, tanto para clientes quanto para alunos, que o photoshop é só mais um acessório no arsenal de um fotógrafo. Ele deve ser usado para dar aquele retoque final nas cores, no contraste, no brilho e nesses pequenos detalhes, como a picada de um pernilongo, mas é só. O que o photoshop não faz é transformar ninguém em bom fotógrafo. Ele também não diz a hora certa de fazer a foto, aquele momento onde todos os elementos se alinham e que dura, literalmente, 1/100 de segundo. Nessas horas, quem faz “mágica” é o fotógrafo e essa magia vem de muito estudo e muita prática, pra dominar a parte objetiva, que é a técnica, e a parte subjetiva, que é a sensibilidade.
Isso me lembra outra preocupação desta mãe: ela queria saber como eu fazia as fotos, se era preciso “posar”. Disse que não ficava à vontade fazendo pose – aliás ela e grande parte da população, eu diria que essa é uma preocupação de 99,9% de meus clientes. Disse pra ela que não se preocupasse. Meu estilo não tem nada de pose. Chegando à locação, eu observo tudo, vejo os lugares onde a luz está propícia e peço para quem vai ser fotografado que fique por ali. A partir daí é muita observação e prontidão da minha parte, enquanto rola muita conversa, brincadeira e tranquilidade. A idéia é que a sessão de fotos seja um momento gostoso, sem stress.
E como as fotos valem mais que essa conversa toda, é hora de dizer que o dia seguinte amanheceu ensolarado e a sessão pôde se realizar. A seguir estão algumas das minhas fotos preferidas do dia, que como vocês vão ver não teve nada de pose: teve sim uma famíia linda, cheia de amor e beijos, curtindo a manhã num parque e vivendo momentos verdadeiros, momentos que eu tive a felicidade de poder capturar através da minhas lentes.

fot_6830-copy.jpg

fot_6847-copy.jpg

fot_6852-copy.jpg

fot_6861-copy.jpg

fot_6883-copy.jpg

fot_6888-copy.jpg

fot_6890-copy.jpg

fot_6914-copy.jpg

fot_6947-copy.jpg

fot_6949-copy.jpg

fot_7047-copy.jpg

fot_7125-copy.jpg

fot_7151-copy.jpg

fot_7164-copy.jpg

fot_7192-copy.jpg

fot_7201-copy.jpg

A segunda…

Nos últimos meses, tive sorte de fazer algumas sessões maravilhosas com mães grávidas que já estavam no segundo filho. Digo sorte porque é mais comum ser procurada por mães de primeira viagem. Quando estão grávidas pela primeira vez, as mulheres pensam logo em fazer uma sessão de fotos, registrar o corpo modificado, a barriga e a expectativa com a chegada do primeiro filho. Tudo é novidade e as mães ficam inebriadas pela gravidez. Depois, no segundo ou terceiro filho, nem sempre se lembram das fotos, como se o primeiro registro já fosse suficiente. Acho que já é o começo daquela história de que o primogênito sempre tem mais fotos, mais roupas, mais brinquedos… Eu, aliás, sou um exemplo disso: minha irmã tem um álbum inteirinho só para os primeiros meses de vida dela, enquanto eu nasci, fui batizada, fiz três meses, seis e um ano, tudo em umas cinco páginas do álbum da família! ;-) Até hoje reclamo com minha mãe!
Quem faz questão de fotografar a segunda gravidez acaba supresa e maravilhada com o resultado. Quando nasce o primeiro filho, nascem também um pai e uma mãe. Quando nasce o segundo, nasce um irmão ou irmã, e o registro deste pequeno ser, à espera daquele que será seu companheiro pela vida inteira, vivendo seus últimos dias de filho único, é uma oportunidade fantástica para fazer fotos que serão sempre apreciadas. Se na primeira vez o foco é a barriga e o casal, na segunda o foco é a família, as relações, os jeitos e afetos. E eu adoro fotografar tudo isso.
Esta linda pequena está à espera de sua irmã. Diz a mãe que ela não sabe bem o que tem na barriga, não quis muito papo sobre a chegada do bebê. Mas como fica claro nas fotos que vocês verão a seguir, ela parece que sabe muito bem, com a intuição que só as crianças têm, o que a espera e se prepara para ser a irmã mais velha. Vê-la andando pela casa, enchendo de carinho suas bonecas e bichinhos e de beijos a barriga da mãe é a prova que ela está mais do que pronta! Tenho certeza que serão grandes amigas e não vejo a hora de fotografá-las juntas. Quando chegar o bebê, teremos mais uma sessão de fotos, que tenho certeza vai confirmar tudo que já podemos ver aqui!
No dia da sessão chovia muito em São Paulo, então fizemos todas as fotos dentro do apartamento da família. Como eu digo sempre, no caso de crianças pequeninas, a casa pode ser uma excelente locação: é uma oportunidade de mostrar o mundinho delas, seu quarto, o berço, os brinquedos e todos os cantinhos preferidos… Como todo mundo sempre está muito à vontade em casa, as pessoas se soltam e dá para captar momentos de intimidade da família, que se mostra como é. E aqui eu vi e registrei, através de minhas lentes, muita alegria, amor e proximidade. Não é à toa que a pequena é tão feliz, falante e divertida. Dá para ver que a mãe tem prazer em brincar com ela, e brinca como se fosse também uma criança. A sessão foi acompanhada de muitas risadas, cantorias e brincadeiras! E o pai é totalmente encantado pelas suas meninas! Quer coisa mais gostosa?

fot_6259-copy.jpg

fot_6264-copy.jpg

fot_6212-copy.jpg

fot_6318-copy.jpg

fot_6329-copy.jpg

fot_6327-copy.jpg

fot_6419-copy.jpg

fot_6427-copy.jpg

fot_6388-copy.jpg

fot_6653-copy.jpg

fot_6613-copy.jpg

fot_6579-copy.jpg

fot_6691-copy.jpg

fot_6682-copy.jpg

fot_6593-copy.jpg

fot_6589-copy.jpg

Você já foi a Paris?

É impressionante como não tenho tempo para organizar, sequer imprimir, minhas próprias fotos. São tantas que vão se acumulando que eu nem sei por onde começar, e por isso não começo. Na época do filme, era fácil: fotografava, revelava, chegava em casa com um envelope cheio de fotos e colocava tudo em álbuns. Agora, além de fazer muito mais fotos, o fato de poder vê-las quase que instantaneamente no computador faz com eu que vá protelando a impressão, e os discos rígidos vão ficando cheios, a estante de dvds, lotada e o drive-externo que quando eu comprei parecia tão imenso já está ficando pequeno.
Há umas duas semanas, comprei um porta-retrato branco para a minha mesa. Fui à Etna para comprar uma manta para usar em uma sessão com um recém-nascido, vi o porta-retrato, não resisti e comprei. Cheguei em casa, tirei da sacola e coloquei direto na minha mesa, com planos de escolher logo uma foto para colocar nele. Quem disse que tive tempo? Os dias foram passando e o porta-retrato continuava ostentando a mesma foto que veio da loja – aqui preciso fazer uma pausa para dizer que a foto que veio é excelente: uma linda família jovem e feliz, numa praia maravilhosa, um mar azul daqueles que fazem a gente sonhar com férias e um sol brilhante que me faz pensar no cheirinho gostoso do protetor solar… Confesso que gosto de olhar pra essa foto, e isso somado a falta de tempo de explorar meus arquivos para escolher e imprimir uma foto recente, me fez deixá-la no porta-retrato. A minha filha sempre protesta, “mãe, isso é ridículo!” Aliás, é ela que também pega no pé da avó pelo mesmo motivo. Minha mãe tem em sua casa, há tempos, uma caixa de fotos cuja tampa funciona como um porta-retrato para múltiplas fotos. As que estão exibidas são exatamente as que vieram da loja, cenas nas ruas de Paris, e a neta sempre implica, fazendo graça: “Bonito, né, vó! Você nunca nem foi a Paris!” E minha mãe responde rindo: “Que que tem? Eu gosto das fotos, um dia eu vou!” E os parisienses e a Torre Eiffel continuam enfeitando a caixa, desafiando a lógica e incorporando o sonho. Por que não?
Estava pensando nisso agora há pouco enquanto trabalhava no computador. Aí meu sobrinho de oito anos entrou no quarto, parou perto da minha mesa e perguntou, curioso: “Quem são esses aí?” Rindo, respondi: “não conheço, nem faço idéia, veio da loja assim.” Ele me olhou como se eu fosse doida, será que a tia fotógrafa não sabe para que servem os porta-retratos? Enquanto ele se afastava intrigado, eu pensei que era essa a gota d’água, e que era hora de tomar vergonha e trocar a foto. Retrubuí o sorriso da simpática família sorridente pela última vez, abri o porta-retrato e tirei a foto deles, substituindo por uma nossa. Agora sim!
Uma última confissão: quando preparo a entrega de fotos para meus clientes fico morrendo de inveja. Quando vejo aquela caixa cheia de fotos impressas em diferentes tamanhos, tenho vontade de ficar com tudo para mim! rs É uma delícia ver a reação dos clientes quando recebem a caixa, o brilho em seus olhos lembra uma criança em manhã de natal! Realmente o prazer de ter as fotos nas mãos, olhar, mostrar, colocar num álbum, fazer um quadro, não se compara ao folder cheio de fotos no computador!
E como não podem faltar fotos em um blog de fotógrafo, a seguir a foto da minha mesa com o tal retrato da “família que eu nem conheço” e uma foto de uma entrega já preparada para uma cliente. Aposto que, como eu, vocês vão ficar com vontade de ter uma igual! É fácil: entre em contato, saiba como funciona meu trabalho e marque uma sessão: você verá como é gostoso estar cercado de fotos especiais!

entrega.jpg

blogp.jpg

  • About Luciana Prado Fotografia

  • Blog de Luciana Prado, fotógrafa paulistana especializada em retratos.

    Clique AQUI para enviar um E-Mail ou entre em contato através do telefone (11)8668-4820.

    Visite o site Luciana Prado Fotografia.