Archive for December, 2008

Feliz Natal!

Desejo a todos os amigos, clientes e leitores aqui do blog um Natal muito feliz! Que neste dia se façam muitas fotos de momentos de alegria, amor, união e paz!

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A luz de Luísa


Há dez anos, iniciei a jornada de minha vida. Há dez anos, me tornei mãe. Dia 14 de dezembro, minha filha completa dez anos. No momento que ela nasceu, minha vida mudou. Para melhor, muito melhor.
Há dez anos, iniciei também minha jornada na fotografia. Assim que olhei nos olhos dela, surgiu a necessidade de registrar cada momento de sua vida, traduzir em imagens a emoção que eu sentia. No início, as fotos não faziam juz às minhas pretensões, e eu decidi que ia aprender a linguagem das imagens. Comecei a pesquisar sobre fotografia na Internet, ler tudo o que podia sobre o assunto (tenho uma biblioteca de mais de 100 livros que acumulei nesses anos), e, quando me dei conta, já era uma fotógrafa.
Antes, eu escrevia. Trabalhava com redação, quase virei escritora, ensaiei ser autora de novelas! Veio Luísa, tudo mudou. Agora, escrevo com luz. Sim, esse é o significado da palavra fotografar: escrever com luz. A luz que eu descobri nos olhos de Luísa, que iluminou minha vida. Todas as fotos que faço são um pouco a foto dela. Todo o amor que eu registro pelas minhas lentes é reflexo do amor que sinto por ela. Dizem que nós, fotógrafos de retratos, nos revelamos em cada foto que fazemos. Que o retrato é tanto do fotógrafo quando do fotografado. Acredito nisso. Por isso me especializei em crianças e famílias, porque esse amor norteia minha vida.

Fiz este slide-show para mostrar essa jornada de dez anos em retratos. Usei a música “Slipping through my fingers”, do grupo Abba (que toca no filme Mamma Mia, que eu e ela adoramos!), porque me emociona sempre que escuto. Sim, a música pode ser meio brega, as atrizes desafinam quando cantam, mas é real e é assim que sinto. Quando a mãe fala da emoção de ver a filha saindo cedo de casa para a escola, mochila nas costas, lembro dela aos três anos, primeiro dia de aula, pedindo pra ficar na escola: “Mamãe, pode ir pra casa que eu já “se” acostumei”! E eu, disfarçando as lágrimas com um sorriso orgulhoso, descobri que a criança era eu, que aprenderia com minha pequena todos os dias…
Ela cresce tão rápido. Mais rápido do que eu desejaria, gostaria de poder congelar cada fase, guardar cada sorriso, reviver cada primeira conquista. Quase não é mais criança, logo vou ter uma adolescente em casa… A música diz:
“Slipping through my fingers all the time
I try to capture every minute
The feeling in it
Slipping through my fingers all the time
Do I really see what’s in her mind
Each time I think I’m close to knowing
She keeps on growing
Slipping through my fingers all the time”

Eu tento capturar cada minuto
O sentimento que há
Sempre escorregando pelos meus dedos
Será que eu realmente sei o que ela pensa?
Cada vez que penso que estou perto de saber
Ela cresce mais um pouco
Sempre escorregando pelos meus dedos

É exatamente assim que sinto. Diariamente me surpreendo com a maturidade que ela mostra, com a profundidade que ela compreende o mundo, com a riqueza de sua imaginação, com seu senso de humor apurado e com a força que ela tem. Ela é sempre muito mais do que eu espero (e sim, mais teimosa e voluntariosa também, mas é assim que eu gosto!) e está sempre um passo à frente. Crescendo… Escorregando pelos meus dedos, sim, se preparando pro mundo inteiro que ela vai conquistar com seus inúmeros e visíveis talentos. Ela literalmente agora não quer segurar minha mão nem para atravessar a rua. Se algum conhecido estiver olhando, então… Ela deixa sua mão escorregar discretamente de dentro da minha e vai, grande que se acha, seguir seu caminho na vida. Não importa. Meu coração já está para sempre envolvido por seus dedinhos redondos e macios. E vou estar sempre ao lado dela, esperando aqueles momentos que sempre vão existir, em que ela, meu bebê de novo, pede colo e me abraça forte.
E a música termina:
“Sometimes I wish that I could freeze the picture
And save it from the funny tricks of time”

Eu gostaria de poder congelar cada quadro
E preservá-lo dos truques do tempo…

Como fotógrafa, eu posso! E é por isso que amo o que faço. Este post é para você, meu amor. A minha menininha faladeira e cheia de personalidade, de cabelos cacheados, com olhos de cor de bolinha de gude, que nasceu exatamente como eu sonhava que fosse! E que a cada dia destes dez anos superou todos os meus sonhos! Amo você!

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Você está vendo o que eu estou vendo?

Uma questão importante nesses tempos de fotografia digital é a calibragem do monitor. Quem vê e edita fotos no computador precisa investir um tempinho na regulagem do seu equipamento. Existem variações enormes na forma de exibição das fotos em diferentes monitores. Cada pessoa regula de um jeito, outros nem regulam, deixam com a configuração de fábrica (que geralmente é péssima para visualizar fotos). Se você já prestou atenção na loja de televisores, onde dezenas de aparelhos, ligados no mesmo canal, mostram imagens com cores, brilho e contraste completamente diferentes, sabe bem do que estou falando. Para fazer um rápido teste quanto ao brilho e contraste do seu monitor, observe a tabela abaixo. Você deve ser capaz de perceber as diferenças entre todos os quadrados, para perceber corretamente a luminosidade das fotos.

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Já posso adiantar que a maioria das pessoas usa monitores com excesso de brilho. Esse é um ajuste fácil, geralmente no próprio monitor existem botões que regulam brilho e contraste. Procure deixar o brilho no mínimo e o contraste no máximo, sempre observando a tabela acima e vendo as variações que ocorrem. É importante que você possa diferenciar todos os quadrados, percebendo a mudança de tonalidade.
Quanto à cor, é difícil fazer qualquer suposição: existem monitores que puxam para o vermelho, outros para o azul, alguns têm saturação excessiva de cores, outros mostram cores apagadas. Se você perceber alguma tonalidade de cor, mesmo que muito leve, nos quadradinhos acima, que são variados tons de cinza, já vai saber que seu monitor está com um desvio nessa direção.

Fotógrafos profissionais usam um equipamento específico para a calibragem do monitor (chamado colorímetro) e fazem gerenciamento de cores. É o que eu faço, e isso garante que o que eu vejo em meu monitor seja igual ao que será impresso pelo laboratório fotográfico. Claro que dentro de um limite, já que sempre vai existir uma diferença entre a tela, que emite luz, e o papel. Além disso, trabalho em ambiente iluminado com uma lâmpada neutra, para poder avaliar as cores sem interferências de cor. Nossos olhos se adaptam às diferentes temperaturas da luz, e compensam quando a luz é amarelada ou azulada, podendo nos levar a avalições erradas quanto à correção das cores.
Para quem tem a fotografia como hobby ou gosta de ver fotos na web, recomendo uma alternativa que não é perfeita, mas já ajuda bastante: um software gratuito que faz a calibragem do monitor. Quem se interessar, pode baixar o programa aqui. Basta seguir as instruções na tela e fazer as alterações necessárias, de acordo com as instruções. É fácil e melhora bastante a fidelidade de exibição das imagens. Experimente! Quem usa photoshop tem também a opção de utilizar o Adobe Gama, que é instalado junto com o photoshop e pode ser encontrado no painel de controle do windows.
Uma boa forma de testar o resultado é comparar o arquivo no monitor com a foto impressa em um laboratório de qualidade.
Aos meus clientes, recomendo que façam pelo menos o ajuste de brilho e contraste, para que possam ver as provas de nossa sessão de fotos com maior fidelidade.
Abaixo, um exemplo das variações. O que você vê? Vc sabe qual é a foto correta em termos de brilho, contraste e cores? Será que você está vendo o que eu estou vendo? Calibre e descubra! Mas prepare-se para um boa surpresa! A maior parte das pessoas não tem noção de como está “descalibrada”! ;-)

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O essencial é (in)visível aos olhos

Outra sessão maravilhosa. Quando cheguei à casa, o primeiro membro da família que conheci foi o bebê, de um ano e meio. Quando ele sorriu para mim, mostrou a foto do pai e da mãe e disse: “papai e mamãe”, como se estivesse me apresentando a família, já sabia que a sessão seria um sucesso. Depois, algumas coincidências mostraram que este mundo é mesmo um círculo, que estamos todos ligados numa mandala.
A intenção dessa sessão era registrar a família, a gravidez da mãe e os últimos momentos de exclusividade do filho único, que breve será promovido a irmão mais velho: até uma camiseta especial ele já tem anunciando a novidade!
A decoração do quarto dele é baseada no “Pequeno Príncipe”. Na parede, um quadrinho diz: “O essencial é invisível aos olhos”, frase famosa de Antoine de Saint-Exupéry. Quando, já de volta à minha casa, vi as fotos da sessão, tive que discordar do autor: o essencial é visível aos olhos. Quem vê essas fotos, vê claramente tudo que é essencial e está muito além da superfície: o amor que une esse casal, que forma essa família, que faz do pequeno esse encanto que ele é. Amor assim transborda, se multiplica e é assim que eu tenho certeza virá ao mundo mais uma criança feliz! Que seja bem-vindo!

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