Sonho

Finalmente estou postando aqui no blog a sessão que eu prometi com a linda menininha do post abaixo. Este mês foi corrido, além de muito trabalho, tive problemas com meu computador e acabei tendo que trocar de equipamento. Por sorte não perdi nenhum arquivo, já que faço back-up de tudo para um disco externo (essencial para quem trabalha com fotografia!), mas foi uma trabalheira até deixar o computador no ponto, com todos os meus programas instalados e funcionando bem, arquivos transferidos e monitor calibrado. Agora está tudo certo e vou colocar tudo em dia aqui também!
Aproveito para agradecer a um amigo aqui do blog que me ajudou muito nessa fase, tirando todas as minhas dúvidas a respeito de computadores, configurações e upgrades. Muitos leitores que acompanham meu blog se dizem agradavelmente surpresos com a minha disponibilidade em ajudar, mas garanto, o retorno que eu recebo vale muito mais! Tenho conhecido gente muito bacana aqui e posso dizer que este blog só me trouxe boas surpresas!
Hoje tentei colocar em dia os e-mails que me enviaram. Digo tentei porque, com essa troca de computadores, passei alguns dias usando webmail e sei que alguma coisa se perdeu nessa confusão. Se vc me escreveu e eu não respondi, por favor envie novamente!
Agora, sobre a sessão:
Primeiro, a música: Dream. Não poderia ser outra. Desde o dia que fizemos as fotos, está na minha cabeça. Sei que muita gente tem usado, outro dia apareceu até na trilha sonora do meu seriado preferido, “Brothers and Sisters”, um dos únicos programas que vejo na tv atualmente e, confesso, não perco um episódio. Mesmo não sendo original, a música cai como uma luva aqui. Fala de uma menininha brincando entre as árvores, como se o bosque fosse sua casa, oferecendo folhas a seus convidados de mentirinha e rindo na sua linda cama de folhas verdes! A música fala de sonho, do tempo que passa, de uma vida bem vivida… O slide-show ficou grande, tanto que a música toca duas vezes, mas eu gostei assim!
Pouco mais de três anos se passaram desde aquela primeira sessão, e esta pequena continua linda e especial! É incrível como se relaciona com a câmera, como seus olhos falam, como ela se move para assumir as poses mais fotogênicas, as composições mais interessantes, o desenho mais que perfeito dos seus gestos. Parece que ela sabe o que eu quero, adivinha o que estou pensando, mas ao mesmo tempo, é tudo muito natural, cheio de suavidade, delicadeza e a graça típica da infância. Seu olhar continua profundo e expressivo. Em um instante é uma modelo compenetrada, no minuto seguinte, é uma menininha levada, que brinca, dança, dá risada quando eu quase levo um tombo, conta piadas e se diverte fazendo um enorme buquê de folhas. Uma criança adorável, que tem um lugar especial em meu coração!
Ontem, tive um momento em que pude, mais uma vez, comprovar o poder e a importância da fotografia. Passei horas com a minha filha e meu pai, vendo fotos antigas de família, guardadas a vida inteira pela minha avó em uma caixa de sapatos, que agora pertence a meu pai. Foram momentos muito bons, cheios de recordações, de história e de saudade. Vi fotos de meus antepassados e toda a história da minha vida em retratos que eram enviados à minha avó pelos meus pais, quando eu era pequena, e depois por mim, quando já adulta continuei o hábito, porque ela sempre morou em outra cidade e acompanhava nossa vida através das fotografias. Foi com muita emoção que vi fotos de minha infância, a mais marcante delas que corresponde a uma das minhas primeiras lembranças: aos três ou quatro anos, brincando de escalar a sombra de uma árvore, no gramado da casa que vivíamos. Olhando aquela foto, consegui sentir o cheiro da grama, o calor daquelas tardes longas de verão que pareciam durar uma eternidade, a alegria de ser livre para brincar… E foi só o começo de uma viagem pelo passado, passaram pelas minhas mãos fotos que são até hoje minhas preferidas, outras que eu tinha esquecido, instantâneos de momentos que pensei que eram importantes e não foram, outros que eu achei que eram para sempre e passaram, outros que eram decisivos e eu nem sabia… E tudo isso, o que faz e não faz sentido, é a minha vida, uma colcha de retalhos que forma a minha história. Horas mais tarde, ao finalizar o slide-show aqui do blog, mais uma vez me dei conta da magia dessa profissão, que me faz reviver a infância, resgatar um pouco daquela menininha entre as árvores que um dia eu fui e ao mesmo apreciar a beleza que há na vida, suas nuances, passagens, mudanças, e ver que está aqui, intacta, a minha capacidade de sonhar…

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