Fotografia Infantil: um retrato genuíno de ser criança

Quem conhece bem meu trabalho de fotografia infantil sabe que eu não gosto de sessões produzidas, com enfeites e acessórios. Bandeirolas, lousas e escritos não fazem parte do meu estilo.
Eu não faço produções, eu registro memórias. Esse é o meu objetivo maior. Fazer arte com a realidade que se apresenta diante de meus olhos. Quando esta linda pequena chegou ao parque, foi exatamente assim. Os ursinhos que trazia eram dela, brinquedos queridos há mais de um ano. As bolinhas de sabão que ela brincou na sessão, também foram surpresa para mim e sairam da bolsa da mãe. E ela não queria saber de fotos aquele dia. Só de brincar. E isso não fez a menor diferença, porque é assim que eu quero, que a criança seja criança, livre para fazer o que quiser. Em meu trabalho, não existe o conceito da criança colaborar, sempre brinco com os pais dizendo que ela não tem responsabilidade nenhuma sobre o resultado, eu é que tenho. E o que me encanta, a cada sessão, é lidar com o inesperado, com o novo, com a imprevisibilidade da infância.
A seguir, as minhas favoritas da sessão: muitas! Elas mostram quem eu sou como fotógrafa, meu estilo e minha linguagem. Eu não busco nem quero que a criança represente a minha visão. Eu quero que ela se sinta à vontade comigo para me mostrar quem é. E foi assim nesta sessão. Tenho certeza que fiz fotos desta pequena que serão valiosas para sempre, um registro atemporal de sua personalidade, delicadeza, beleza e inocência. Uma criança encantadora, que traz em seus gestos e olhares a matéria prima mais pura para se fazer poesia.























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